
Muitos homens só aceitam falar do álcool ou da cocaína quando o problema já custou o emprego, o casamento ou a saúde. Pedir ajuda ainda é visto como fraqueza, e é justamente essa demora que mais agrava o quadro. A Clínicas Recomeço orienta o homem e a família, encaminha para uma das 19 unidades masculinas da rede parceira e acompanha o tratamento junto com a unidade, do primeiro contato ao pós-alta.
Sinais de alerta no homem
- Beber todo dia "para relaxar" depois do trabalho e não conseguir ficar sem
- Faltas, atrasos ou queda de rendimento que ele explica com desculpas
- Gastos que não fecham, dívidas escondidas ou dinheiro sumindo de casa
- Irritação, agressividade ou explosões quando é questionado sobre o uso
- Uso de cocaína junto com o álcool para "aguentar" beber mais
- Dirigir depois de beber ou se colocar em situações de risco
- Afastamento dos filhos e da rotina da casa
Esses sinais não fecham diagnóstico, mas mostram que vale uma avaliação. Quanto antes o homem é avaliado, mais opções existem, inclusive tratamento sem internação quando o caso permite.
Por que o homem demora tanto a pedir ajuda
Na maioria das famílias que nos procuram, o homem é o último a admitir que perdeu o controle. Ele foi criado para "resolver sozinho", sustentar a casa e não demonstrar fraqueza, então o álcool vira o jeito de aliviar a pressão do trabalho, das contas e dos problemas que não fala em voz alta. Quando a família percebe, ele costuma responder com "eu paro quando quiser". Essa negação faz parte da doença, e não significa que ele não possa ser ajudado.
No atendimento masculino da Baixada Santista, o que mais aparece é o álcool, muitas vezes combinado com a cocaína, usada para conseguir beber por mais tempo. Essa mistura sobrecarrega o coração e aumenta a agressividade e os acidentes. Por isso a avaliação olha para as duas substâncias juntas, e não só para "a bebida". Saiba mais sobre o tratamento para alcoolismo e o tratamento para dependência de cocaína.
Trabalho e família: os dois medos que travam a decisão
Os dois motivos que mais fazem o homem adiar o tratamento são o medo de perder o emprego e o medo de deixar a família desamparada. Os dois têm resposta. O afastamento para tratar a dependência segue as mesmas regras de outras doenças, com atestado médico, e o sigilo é tratado desde a primeira conversa. Do lado da família, o tratamento inclui orientação para quem fica em casa: como organizar a rotina, como lidar com as dívidas sem cobrir o uso e como se preparar para a volta dele. Veja o acompanhamento familiar.
Um ambiente só de homens
Nas 19 unidades masculinas da rede parceira, a convivência, os grupos e as atividades são só entre homens. Para muitos, é o primeiro lugar onde conseguem falar de vergonha, raiva, paternidade e fracasso sem ter de parecer forte. O tratamento é multidisciplinar, com acompanhamento médico e psicológico, e a unidade é escolhida na avaliação conforme a substância, a gravidade do caso e a distância da família.
Como funciona o primeiro passo
O próprio homem ou alguém da família fala com a nossa equipe pelo WhatsApp, sem compromisso. Entendemos o caso, explicamos as modalidades (ambulatorial ou internação, voluntária ou involuntária) e encaminhamos para a unidade masculina mais adequada. A Clínicas Recomeço acompanha o tratamento junto com a unidade e continua presente no pós-tratamento.
Se ele ainda não aceita ajuda, o caminho começa pela família: leia o guia meu familiar não quer se tratar: o que fazer. Quando há risco à vida e a recusa continua, existe a internação involuntária, prevista na Lei nº 10.216/2001, sempre com laudo médico. Para mulheres da família, há também a clínica de recuperação feminina.
Como as Clínicas Recomeço ajudam
Fazemos a avaliação inicial especializada, orientamos a família sobre as opções e encaminhamos para a clínica especializada mais adequada da nossa rede — com critério de qualidade, regularidade e proximidade. Acompanhamos a família durante o processo.
Onde atendemos
Orientamos e encaminhamos famílias de toda a Baixada Santista: Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e Bertioga.
