Se você está lendo isto, provavelmente está preocupado com alguém. Respira. Você não precisa ter todas as respostas hoje — precisa só do próximo passo certo. Esta cartilha ajuda com isso.
1. Como saber se já passou do limite
Não é sobre a quantidade, é sobre o controle. Fique atento quando aparecem, juntos e com frequência:
- Uso que continua mesmo depois de prejuízos (saúde, trabalho, dinheiro, relações);
- Tentativas de parar que não se sustentam;
- Mentiras, sumiços, isolamento e mudança de humor;
- A vida da casa inteira girando em torno do uso da pessoa.
2. O que NÃO fazer (por mais difícil que seja)
- Não espere “o fundo do poço”. Quanto antes se busca orientação, mais seguro é o processo.
- Não brigue durante o uso ou a crise. Não é hora de conversa nem de acordo.
- Não assuma tudo pela pessoa (pagar dívidas, cobrir faltas, mentir por ela). Isso alivia hoje e mantém o ciclo amanhã.
- Não tente uma “internação surpresa” por conta própria. Existe caminho legal e seguro — veja o passo 4.
3. Como conversar com a pessoa
- Escolha um momento de sobriedade e calma.
- Fale do que você sente (“eu estou preocupado”, “eu tenho medo de te perder”), não do que ela “é”.
- Ofereça ajuda concreta, não julgamento: “vamos procurar orientação juntos”.
- Se ela recusar, não desista — recusa faz parte. Você pode buscar orientação mesmo sem ela querer.
4. Os caminhos de tratamento (não existe um só)
- Avaliação e orientação primeiro. Antes de escolher qualquer clínica, entenda o caso. É o passo que evita decisão no desespero e gasto à toa.
- Acompanhamento ambulatorial. Psicólogo, psiquiatra e os CAPS AD da rede pública, para casos que não exigem internação.
- Clínica de recuperação / reabilitação. Internação quando há risco ou quando o ambulatorial não é suficiente. Pode ser voluntária ou, com laudo médico, involuntária (Lei 10.216/2001).
- Comunidade terapêutica. Foco em convivência e reinserção, por período mais longo.
5. Cuide de quem cuida
A dependência adoece a família junto. Você também merece apoio — grupos para familiares (como Al-Anon/Nar-Anon), terapia e orientação existem para isso. Você não consegue carregar isso sozinho, e não precisa.
Telefones que salvam
Não decida sozinho. Fale com quem orienta.
A Clínicas Recomeço avalia o caso, orienta a família e indica o caminho mais adequado em toda a Baixada Santista — com sigilo, 24 horas.
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