
Quando a internação é marcada, a cabeça da família fica a mil. Entre o alívio e o medo, surge uma dúvida bem prática: o que colocar na mala? Parece pouco, mas uma mala bem feita evita problema na chegada e deixa a pessoa mais tranquila nos primeiros dias.
Este guia reúne o que costuma ser pedido pela maioria das clínicas de recuperação. Ele serve como base. A lista final é sempre a da unidade escolhida, e a equipe das Clínicas Recomeço confirma com a família o que levar antes da entrada.
Antes de arrumar a mala
Três cuidados ajudam muito:
- Pergunte a lista da unidade. Cada lugar tem regras próprias sobre roupas, eletrônicos e itens de higiene.
- Marque as roupas com o nome. Em lugares onde a roupa é lavada junto, isso evita perdas e confusão.
- Leve pouco, mas o suficiente. Mala grande demais ocupa espaço e dá trabalho. Roupa para cerca de uma semana costuma bastar, porque há lavagem.

Documentos
Separe os documentos em um envelope e entregue para a equipe na chegada. Em geral, são pedidos:
- RG e CPF (ou outro documento oficial com foto);
- Cartão do SUS, se tiver;
- Carteirinha do plano de saúde, quando o tratamento envolve convênio;
- Comprovante de residência;
- Documento do responsável que acompanha a internação, com telefone atualizado.
Nas internações involuntárias, a Lei nº 10.216/2001 exige laudo médico e comunicação ao Ministério Público. Essa parte é conduzida pela equipe responsável, e a família recebe a orientação do que precisa assinar. Entenda melhor em como funciona a internação involuntária.
Remédios e informações de saúde
Este é o item mais importante da lista. Leve:
- Remédios de uso contínuo na embalagem original, com a bula;
- Receitas médicas atualizadas;
- Exames recentes e relatórios de outros tratamentos ou internações;
- Uma folha escrita com doenças, alergias, cirurgias e nome dos médicos que acompanham a pessoa.
Os remédios ficam com a equipe, que organiza os horários. A pessoa não guarda medicamento no quarto. Isso protege a ela e a quem divide o espaço.
Conte tudo na avaliação, mesmo o que parece pequeno: pressão alta, diabetes, convulsão no passado, uso de remédio para dormir. Essas informações mudam o cuidado, principalmente na fase de desintoxicação.
Roupas e calçados
Pense em roupa confortável para uma rotina com atividades, grupos e exercício:
- Camisetas, bermudas ou calças leves e confortáveis;
- Um ou dois agasalhos, porque algumas unidades ficam em região de serra, onde esfria à noite;
- Pijama e roupas íntimas em quantidade para alguns dias;
- Tênis para atividade física e chinelo;
- Roupa de banho, se a unidade tiver piscina;
- Toalhas de banho e de rosto, se a unidade pedir.
Evite roupas com estampa de bebida, droga, marca de cerveja ou frases que façam apologia ao uso. Muitas unidades não permitem, e faz sentido: o ambiente precisa ficar livre de gatilhos.

Higiene pessoal
- Escova e pasta de dente, fio dental;
- Sabonete, xampu e condicionador;
- Desodorante sem álcool, de preferência em creme ou bastão;
- Aparelho de barbear, se a unidade permitir (algumas guardam com a equipe);
- Pente ou escova de cabelo;
- Para mulheres, absorventes e itens de cuidado pessoal.
Muitas clínicas pedem produtos sem álcool na fórmula, como perfume, enxaguante bucal e alguns desodorantes. O motivo é simples: em tratamento de alcoolismo, qualquer fonte de álcool vira risco.
Itens que ajudam nos dias difíceis
Além do básico, alguns itens simples fazem diferença no emocional, principalmente nas primeiras semanas, quando a saudade e a ansiedade apertam:
- Caderno e caneta, para escrever o que sente, anotar o que aprende nos grupos ou escrever cartas;
- Um ou dois livros, se a pessoa gosta de ler;
- Livro religioso, se a fé faz parte da vida dela;
- Uma foto impressa da família, se a unidade permitir;
- Óculos de grau e, se usar, aparelho auditivo, com o estojo.
Uma dica: se possível, arrume a mala junto com a pessoa. Escolher as próprias roupas e objetos ajuda a sentir que a decisão também é dela, e não algo imposto. Quando isso não é possível, tudo bem. O cuidado da família já está em cada item separado.
O que não levar
Em geral, ficam de fora:
- Qualquer bebida alcoólica, droga ou cigarro de origem desconhecida;
- Remédios sem receita ou fora da embalagem;
- Perfumes e produtos com álcool;
- Objetos cortantes, isqueiro e fósforo (as regras sobre cigarro variam por unidade);
- Joias, relógios caros e objetos de valor;
- Muito dinheiro em espécie;
- Alimentos e doces, a não ser que a unidade autorize.
Na chegada, é comum a equipe conferir a mala junto com a pessoa. Não é desconfiança pessoal. É uma regra que protege todo mundo que está em tratamento ali.
Celular, dinheiro e objetos de valor
O uso do celular costuma ser limitado, principalmente no começo. Muitas unidades guardam o aparelho e organizam o contato com a família em horários combinados. O motivo é terapêutico: o celular é, muitas vezes, o caminho para o fornecedor, para os amigos de uso e para conflitos que atrapalham a adaptação.
A regra de cada unidade é explicada antes da internação. A lei garante ao paciente o acesso aos meios de comunicação disponíveis, e uma clínica séria explica com clareza como esse contato acontece.
Dinheiro, em geral, só uma quantia pequena, entregue à equipe, para algum gasto autorizado. Cartão de banco costuma ficar com a família.
Quando a internação é de urgência
Às vezes não dá tempo de arrumar nada. A pessoa está em crise, a família está esgotada e a internação acontece no mesmo dia, inclusive com remoção para internação. Nesse caso, priorize três coisas: documento com foto, remédios com receita e algumas trocas de roupa. O resto pode ser levado depois, combinado com a equipe.
As Clínicas Recomeço atendem 24 horas, com sede em Santos, e orientam famílias de toda a Baixada, de São Vicente a Guarujá. Na avaliação, a gente indica a unidade da rede que faz sentido para o caso, como a Unidade Masculina Itanhaém 01, e passa a lista daquela unidade. Veja todas em nossas unidades e o passo a passo em como funciona.
O custo do tratamento é explicado na avaliação. Se a família tem plano de saúde, leia sobre o tratamento pelo convênio.
Perguntas frequentes
Quanta roupa levar para a clínica de recuperação?
Em geral, roupa para cerca de uma semana basta, porque as unidades têm lavagem. Leve peças confortáveis, um agasalho, tênis e chinelo, e confirme a lista com a unidade.
Pode levar celular para a internação?
Depende da unidade. Muitas guardam o celular, principalmente no começo, e organizam o contato com a família em horários combinados. A regra é explicada antes da internação.
Quem cuida dos remédios do paciente?
A equipe da unidade. Os remédios de uso contínuo devem ir na embalagem original, com receita, e ficam guardados com a equipe, que controla os horários.
Por que não pode levar perfume?
Muitos perfumes e produtos de higiene têm álcool na fórmula. Em tratamento de dependência, principalmente de alcoolismo, isso é risco. Por isso várias unidades pedem produtos sem álcool.
E se a internação for no mesmo dia, sem tempo de fazer a mala?
Priorize documento com foto, remédios com receita e algumas trocas de roupa. O restante pode ser levado depois, combinado com a equipe da unidade.
Atendimento na sua cidade
As Clínicas Recomeço orientam famílias em toda a Baixada Santista: Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Bertioga. Veja também as unidades da rede com fotos e como funciona a remoção 24h.
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Fontes oficiais e canais de apoio
Este conteúdo tem caráter informativo e de orientação; não substitui avaliação profissional individual. Para aprofundar em fontes públicas confiáveis:
- Ministério da Saúde — rede pública e CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas).
- SENAD / Ministério da Justiça — política nacional sobre drogas.
- CVV — Centro de Valorização da Vida — apoio emocional e prevenção do suicídio, 24h pelo 188.
